segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Whiplash - Em busca da perfeição

Whiplash um filme que fala sobre Andrew, um jovem problemático e antissocial, que também é um baterista muito bom. Seu maior sonho é ser o melhor de sua geração e marcar seu nome na música americana, como fez Buddy Rich, seu maior ídolo da bateria. Um dia ele é escolhido por um dos grandes maestros e mestres do jazz, Terence Fletcher, para fazer parte de sua prestigiada banda. O professor, no entanto, tem métodos muito agressivos e peculiares de tratar seus alunos. Então, com o tempo, Andrew transforma seu sonho em uma obsessão, excluindo ainda mais suas relações sociais e se empenhando o máximo possível para realizar seu sonho. 


O filme foi vencedor do Oscar de Melhor ator coadjuvante, Melhor montagem e Melhor mixagem de som em 2015. Eu os aconselho a ver, pois além de ser um filme espetacular ensina lições muito importantes. Whiplash surpreende ao falar abertamente sobre a grandeza e como muitas vezes são necessários mais empurrões do que palavras de reconhecimento pelo trabalho bem feito. "A pior coisa que aconteceu para o mundo foi essa de ter que elogiar um bom trabalho. Não é a toa que o jazz está morrendo." 




Uma das partes mais incríveis do filme é um diálogo entre Andrew e Fletcher:


Fletcher: “Eu acredito que as pessoas não entendem o que eu estava fazendo na Shaffer (a escola onde ele ensina música). Eu não estava lá para ser o maestro da banda. Qualquer idiota estúpido pode balançar os braços e manter os músicos dentro do tempo. Eu estava lá para empurrar os músicos a entregar algo que vai além da expectativa das pessoas. Eu acredito que isso é absolutamente necessário. Caso contrário, nós estamos privando o mundo do próximo Louis Armstrong. O próximo Charlie Parker. Eu já te contei sobre como o Charlie Parker se tornou o Charlie Parker?
Andrew: “Jo Jones jogou um prato de chimbal na cabeça dele.”
Fletcher: “Exatamente. Parker era um moleque que nem você. Um jovem muito bom no saxofone. MAS, durante uma sessão com Jones, ele pisa na bola na música e quase é decapitado com o chimbal. Todo mundo ri da cara dele. O que ele faz a seguir? Parker volta para casa e chora a noite inteira, mas na manhã seguinte ele pratica. E ele pratica, e ele pratica, e ele pratica com apenas uma meta na cabeça: nunca mais ninguém vai rir de mim. Um ano depois ele sobe no palco e toca o melhor solo de bateria que o planeta já escutou. Imagine se Jones tivesse dito: “Parker, você tocou bem hoje. Bom trabalho”. O que Parker pensaria de si mesmo? “Legal, eu fiz um bom trabalho hoje”. Fim da história. O mundo jamais teria conhecido Charles Parker.”
Andrew: “Mas qual é o limite de tudo isso? Qual é o limite de uma pessoa? Até onde você deve incentivar um cara a ir além dos seus limites para se tornar um Charles Parker?
Fletcher: “Humm… um Charles Parker não tem limites. Um Charles Parker não chora quando alguém testa os seus limites”.



Que tal agora nós irmos ver Whiplash - Em busca da perfeição?

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